Relações e trauma · CRP 05/60001
Psicóloga para quem vive ou viveu um relacionamento abusivo
Para quando o amor começou a doer, você passou a duvidar de si e ninguém parece entender por que é tão difícil sair. Aqui existe escuta, sem julgamento.
Talvez você se reconheça
Alguns sinais de que pode ajudar conversar.
Abuso nem sempre deixa marca no corpo. Muitas vezes ele começa devagar e se disfarça de cuidado.
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Você pensa muitas vezes antes de falar algo, com medo da reação da outra pessoa.
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Você foi se afastando de amigos e da família, e nem sabe direito quando isso começou.
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Seu celular, suas roupas, suas saídas ou seu dinheiro passaram a ser controlados ou cobrados.
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Depois das brigas, você acaba pedindo desculpas, mesmo sem entender o que fez de errado.
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Você ouve com frequência que está exagerando, que é sensível demais ou que inventou coisas.
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Mesmo depois do fim, você ainda sente culpa, medo ou saudade, e isso te confunde.
Esses sinais não são diagnóstico. Servem só para você perceber que talvez seja hora de ter um lugar para falar disso.
Como a psicanálise olha
Não é fraqueza ter ficado.
Uma das perguntas mais cruéis que alguém em um relacionamento abusivo escuta é: "por que você não sai?". Ela ignora que o abuso costuma começar com encantamento, alternar carinho e agressão e, aos poucos, minar a confiança da pessoa em si mesma. Ficar não é burrice nem falta de amor-próprio. É o efeito de uma relação que foi tirando suas referências.
Na terapia, o primeiro passo é dar nome ao que aconteceu, no seu tempo e sem pressão. Muitas vezes, só de poder contar a história inteira para alguém que não duvida de você, algo começa a se reorganizar.
A psicanálise também ajuda a olhar para o que vem depois: a culpa, a saudade que confunde, o medo de se envolver de novo, a sensação de não se reconhecer mais. E, quando você quiser, para a sua história anterior, para entender o que fez essa relação encontrar lugar em você, sem nunca transformar isso em culpa sua.
O objetivo não é decidir por você, nem forçar nenhuma ruptura. É devolver a você a possibilidade de confiar no que sente, de reconhecer o que é cuidado e o que é controle, e de escolher com mais liberdade.
Segurança em primeiro lugar
Se você está em risco agora.
A terapia é um espaço de cuidado contínuo, mas não substitui a proteção imediata. Se você está em situação de violência neste momento, procure ajuda agora.
Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, gratuita e disponível 24 horas. Em emergência, ligue 190.
Como é o processo
Um caminho feito com você, sem pressa.
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Um contato no seu tempo
Se você ainda divide a casa ou o celular com essa pessoa, escolha um momento seguro para mandar mensagem. Pode ser curta. A Mariana respeita o seu ritmo.
- 2
Contar a sua história
As primeiras sessões são para contar a sua história do jeito que conseguir. Sem precisar provar nada, sem ter que convencer ninguém.
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Reconstruir referências
Com o tempo, você volta a confiar na própria percepção, entende o funcionamento da relação e o que ela mexeu em você.
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Seguir em frente
O processo também é sobre o depois: novos vínculos, autoestima e a possibilidade de amar sem medo. Tudo no seu tempo.
Cada processo é único. Não existe prazo fixo nem promessa de resultado: o tempo é o seu.
Por que com a Mariana
Escuta atenta, formação e tempo.
A Mariana é psicóloga desde 2019 e psicanalista, com 7 anos de atuação. Escuta sem pressa e sem julgamento é a base do trabalho dela.
Sua especialização em Psicanálise e Contemporaneidade: Traumas e Urgências Subjetivas, pela PUC-Rio, a prepara para acompanhar situações de violência e as marcas que elas deixam.
Ela também conduz rodas de conversa para mulheres em Campo Grande, um espaço coletivo onde muitas descobrem que não estão sozinhas. O atendimento individual é presencial em Campo Grande ou online.
- 7 anosde atuação
- Psicanalistae psicóloga, CRP 05/60001
- Campo Grandepresencial, ou online
Onde fica
Consultório em Campo Grande, RJ
O consultório fica em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Se for mais seguro para você, a sessão pode ser online, de um lugar onde você se sinta em segurança.
Avenida Maria Teresa, 75, sala 620
Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ · CEP 23050-160
Atendimento também para quem mora em Santíssimo, Senador Vasconcelos, Cosmos, Inhoaíba, Paciência, Guaratiba, Bangu, Senador Camará e Santa Cruz.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre relacionamento abusivo
Como saber se estou em um relacionamento abusivo?
Alguns sinais comuns são controle (do celular, das roupas, do dinheiro), isolamento de amigos e família, humilhações, ciúme excessivo e a sensação constante de estar pisando em ovos. Se você se reconhece nisso, vale conversar com uma profissional, mesmo sem ter certeza.
Terapia ajuda a sair de um relacionamento abusivo?
A terapia ajuda você a entender o que está vivendo, a fortalecer a confiança no que sente e a pensar nas suas escolhas com mais clareza. A decisão é sempre sua, e a psicóloga não pressiona em nenhuma direção.
Por que é tão difícil esquecer depois que acaba?
Relações abusivas costumam alternar momentos muito bons e muito ruins, o que cria um vínculo intenso e confuso. Saudade e alívio podem existir ao mesmo tempo. A terapia ajuda a dar sentido a esses sentimentos sem culpa.
Homens também podem buscar esse atendimento?
Sim. Relacionamentos abusivos acontecem em todos os tipos de relação. A Mariana atende qualquer pessoa que esteja vivendo ou tenha vivido essa situação.
O que eu falar na sessão pode ser contado para alguém?
Não. O sigilo é garantido pelo Código de Ética da Psicologia. Ele só pode ser quebrado em situações muito específicas de risco grave à vida, e isso é sempre conversado com você.
Posso fazer a terapia online?
Pode. Para algumas pessoas, o atendimento online é mais seguro e discreto. O importante é estar num lugar onde ninguém escute a conversa.
Você merece um lugar onde acreditem em você.
Quando for seguro, manda uma mensagem. Pode ser só um "oi". A Mariana responde com calma e vocês combinam o primeiro encontro.
Conversar no WhatsAppClínica do amparo e do afeto.
Outros atendimentos